“Aumentar a oferta é fundamental e a solução para resolver o grave problema de habitação.”

“Aumentar a oferta é fundamental e a solução para resolver o grave problema de habitação.”

Pascal Gonçalves
Administrador do Grupo Libertas

1. Como descreve o percurso da Libertas no mercado imobiliário português?

O percurso da Libertas, iniciado há 35 anos, tem sido marcado por momentos altos e baixos. Nos primeiros 10 anos, aprendemos a conhecer o mercado e o negócio.

Durante a crise do subprime, quase conhecemos o mesmo destino que a maior parte dos promotores de grande dimensão, pois todos estávamos fortemente alavancados e o mercado parou durante anos. No pós-crise, desenvolvemos áreas complementares à promoção imobiliária, como a mediação, a construção e a gestão de fundos imobiliários, o que foi crucial para estarmos na posição sólida em que hoje nos encontramos. A nossa cultura é, desde sempre, assente em progresso e inovação, apesar da nossa antiguidade, e isso tem feito a diferença!

2. Qual o balanço da atividade no investimento e promoção de habitação?

Na Libertas, temos contribuído para o aumento da oferta de habitação ao longo destes anos. Praticamos preços competitivos para produtos de qualidade reconhecida, que permitem melhorar o conforto no dia a dia e o estilo de vida dos nossos clientes.

3. Se pudesse regressar ao ponto de partida do início da atividade do grupo, o que mudaria? Ou deixaria como está?

Se tal fosse possível, mudaríamos muita coisa, pois, à primeira, raramente se acerta num caminho de sucesso, e com isso pouparíamos muito tempo e energia. Também não teríamos deixado passar algumas oportunidades de aquisição de ativos, mas, como diziam quando cheguei a Portugal: “Totobola à segunda-feira é fácil!”

4. O enquadramento da atividade imobiliária ao longo das décadas, tanto legislativo como fiscal, tem sido caracterizado por um percurso de ziguezague ao sabor da política. Como é que a Libertas se adaptou a respondeu a estas situações?

Vamos-nos adaptando, como todos os outros players. Não poderia ser de outra forma. Pessoalmente, tenho pena que o imobiliário tenha sido quase sempre visto como uma espécie de inimigo, já que é essencial para a competitividade dos países — e Portugal não é exceção. O que é certo é que é, e será sempre, uma grande fonte de receita, quer para o Estado, quer para os municípios.

5.Considera que as medidas políticas para resolver o problema da habitação em Portugal vão no bom sentido?

Sim. Aumentar a oferta é fundamental e a solução para resolver o grave problema de habitação a que todos temos assistido. Fruto da crise da dívida, o Estado ficou demasiado tempo sem verbas para isso. Mas esta situação acontece um pouco por toda a Europa e não só.

6.Quais os projectos futuros do Grupo Libertas?

Vamos continuar a apostar em grandes projetos com preços competitivos. Acredito que a atuação da Libertas tem utilidade e alguma relevância no contexto atual. Neste momento, temos vários projetos em curso, em diversas zonas do país, que refletem o nosso empenho e compromisso ao nível da qualidade e da sustentabilidade.

O Upon Harbor, no Seixal, por exemplo, é um projeto turístico e residencial que se integra na requalificação da antiga Fábrica Mundet e representa um marco na revitalização daquela frente ribeirinha. Em Alcochete, temos em desenvolvimento o Unique Tagus, um produto premium com uma localização única junto ao Tejo.

No Montijo, vamos assinar um projeto ímpar, que combina habitação acessível para jovens com qualidade urbanística e sustentabilidade. Já no Algarve, estamos a construir novos projetos em Albufeira e Faro, zonas onde a Libertas tem vindo a criar novas urbanizações e já é uma referência no setor.

Meio: Imprensa

Autor da entrevista: Vida Económica, caderno Imobiliário

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